
quando me beijas e sinto vertigens
os teus lábios frescos nos meus ansiosos
a mente fervilha de imagens virgens
que teus beijos provocam tão saborosos
***
tinha-te dito entre sorrisos um dia
que pelos teus lábios da boca
via os da vulva ardente em rebeldia
sensuais lascivos quando se lhes toca
***
que na tua língua vislumbro um clítoris
em movimentos dúcteis de fogos sábios
quando me beijas sôfrega de mim teu Adónis
transmites doutos saberes de teus lábios
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que na tua boca almejo outra vagina
com odores sabores e fluidos salivares
quando entrelaças a língua rosada e fina
e me revelas desejos subliminares
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ah os teus beijos fecho os olhos inebriados
quando me tocas ao de leve e permaneces
a deixar que me penetrem teus sabores
a alma entre os corpos quietos de pasmados
na quietude impossível de sentir quando estremeces
os dentes tilintando arautos dos amores
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os teus beijos orvalhados quentes
quando a alma os impele num frenesim
em volta deles todo o corpo mexe
correm arrepios suores porque me sentes
e porque te sinto dentro de mim
meu amor que delírio quando o beijo desce
***
quando me beijas o sexo e eu no teu me vejo
toda a beleza do ser nos eterniza
quase sufoco de prazer quando to beijo
onde quer que teu fogo me agiliza
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lésbicas nossas bocas quando se beijam
sentimos correr fluidos dos sexos inflamados
provocam orgasmos nas almas que se desejam
maravilhosos teus beijos sublimados
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autor: alberto prado verde
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