segunda-feira, 8 de março de 2010

08 de Março...

Lésbicas celebram a data, porém denunciam a lesbofobia brasileira!
Durante anos, mulheres de todo mundo lutaram por direitos fundamentais, que foram conquistados a duras penas, por mulheres que ousaram a se rebelar contra o machismo e o patriarcalismo de outrora, que teima, constante e sorrateiramente, retornar para a atualidade. No caso de mulheres homoafetivas, a situação é ainda pior. A homossexualidade ainda é um entrave no cotidiano do país, pouco aceita e respeitada por grande parte da população.
Segundo a pesquisa A Mulher Brasileira nos Espaços Público e Privado, da Fundação Perseu Abramo (2001), a cada 15 segundos, uma mulher é espancada. Em quase todos os casos de violência, mais da metade das mulheres não pede ajuda, somente em casos considerados mais graves como ameaças com armas de fogo e espancamento com marcas, cortes ou fraturas.
“Lamentavelmente ainda vivemos em uma sociedade machista e patriarcal onde são negados diariamente direitos e garantias básicas às mulheres. Se tratando em mulheres homoafetivas esse quadro de injustiça se agrava em decorrência da homofobia, pois no Brasil há uma ausência de leis específicas que reconheçam os seus direitos, e ou, que criminalizem praticas homofóbicas, configurando, assim, um cenário de incertezas jurídicas e sociais”, explica Yone Lindgren, coordenadora geral da Movimento D’ELLAS – instituição baseada no Rio de Janeiro e voltada para a promoção de ações e projetos destinados a garantir a cidadania e o respeitos e lésbicas.
Fonte: Pravda.ru




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